Enem


Não sou corretora dos textos do Enem, mas já fiz alguns cursos sobre o ofício.

Os critérios de correção do Enem passam por alguma etapas, como observar se o texto apresenta domínio da norma padrão, segue o tema/proposta/gênero, seleciona e organiza dados em geral para argumentação, apresenta proposta/solução ou conclusão aos temas abordados e não fere aos direitos humanos.

Que eu me lembre, o critério para anular zerar a prova é a presença de desenhos, marcas e fuga do tema. Dessa forma, se cada uma dessas especificações teve uma presença parcial, alguma nota deve ser atribuída sim. Se o sujeito diz, no meio do texto, que vai passar uma receita de miojo, ele perde pontos, mas as normas não dizem dê zero, porque ele conectou, digamos assim, e agora, para o texto não ficar cansativo, blá, blá, blá... A zombaria é clara, mas no caso, o que deve mudar então são as regras de correção e atribuição de pontos por competência. 

Só acho que devemos ter atenção a alguns fatores: questionar os critérios de correção é muito válido, mas tentar invalidar o Enem como processo seletivo, não. 

E sobre o trabalho dos professores, como corretores o valor pago por esse trabalho é absurdo, falta de vergonha total. Pela quantidade de textos lidos, tempo, concentração necessária para o trabalho, é uma falta de respeito profissional. 

Está na hora de repensar algumas coisas.

Eu realmente acredito que deva existir uma melhor formação para os corretores e sim, valorização desse trabalho. Por que economizar com essa etapa? E como professora, já vi alunos que escrevem muito bem terem um desempenho questionável no resultado da redação, por isso a clareza do processo é muito importante.

É justo saber como se foi avaliado, e é justo ter uma preparação equilibrada para a realização dessa avaliação.

Um comentário:

  1. Oi!

    Já linkei teu novo blog ao meu Há um demônio...

    Abraço!

    ResponderExcluir